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PATRIMÓNIO CONSTRUIDO



CALVÁRIO e CRUZEIROS 

Descrição: Junto da Capela de São Sebastião ergue-se o Calvário, constituído por uma base de quatro degraus e três cruzes.


Os Cruzeiros, inquestionáveis símbolos da fé cristã, existem em toda a Europa Ocidental e Central, tendo sido no início construídos em madeira e posteriormente em pedra, chegando grande parte deles (os de pedra) até aos nossos dias. Tal como os Pelourinhos, encontramos de Norte a Sul do país variadíssimos tipos de Cruzeiros, uns ricamente esculpidos com a imagem de Jesus Cristo ou da Virgem Maria, outros singelamente trabalhados. O tipo de material em que são feitos, varia consoante a região e a pedra aí existente. Estes padrões, embora sempre ligados à vertente religiosa comungam igualmente com a superstição. Podem ser encontrados à beira de estradas, caminhos, cruzamentos e pontes, conduzindo à protecção dos viajantes; outros encontram-se junto de campos de cultivo para protegerem as colheitas; há os que indicam o local de uma morte violenta ou epidemias; os que comemoram acontecimentos históricos e ainda os que servem de padrões paroquiais nos adros das igrejas. Os Cruzeiros foram feitos com o intuito de lembrar aos viajantes e aos habitantes dos locais onde se encontram inseridos, a necessidade destes rezarem pela alma dos seus defuntos. Durante muito tempo houve o hábito, que ainda subsiste em alguns locais, de erguer uma cruz quando alguém morre num caminho por desgraça, ou seja, por acidente. É ergui da uma cruz, porque a alma do defunto pode não descansar enquanto não morrer outra pessoa nesse mesmo local. A eles está associado o início do "Encomendar das Almas" no século XVII, acto que era consumado nos seus degraus. Estão espalhados por vários pontos da aldeia Cruzeiros trabalhados em granito, que antigamente, no dia 3 de Maio, eram enfeitados com coroas de flores e que fazem parte da antiga Via Sacra. Ao todo eram 14 cruzeiros, desde a Igreja Matriz, a sul, até ao Calvário, a norte da povoação. Alguns deles foram destruídos por estarem em locais onde ergueram casas, resistindo apenas cinco inteiros e duas bases. Encontram-se essencialmente nas principais encruzilhadas e vias de passagem da aldeia.
Fonte: “A aldeia da Bemposta” de Ana Maria Correia (Edição C.M. Penamacor-2004)


Clique aqui para ver Descrição ArquitectónicaLARGO do PELOURINHO Clique aqui para ver Descrição Arquitectónica

Ano: XVII (?)
Descrição: Do reinado de D. Manuel I ficou na freguesia o Pelourinho. Este marco jurisdicional fica localizado no Largo da Torre ou do Castelo, delimitado pela antiga Casa da Câmara e por outros edifícios. Apresenta três degraus octogonais, coluna e fuste da mesma forma geométrica, sem capitel, rematado por uma gaiola de secção octogonal e coroado por uma peça cónica, boleada, com quatro colunelos e peça cilíndrica que sustenta um catavento em ferro. Corresponde a um exemplar de tipo heráldico. Jaime Lopes Dias refere-se a este como o único pelourinho de gaiola do Distrito de Castelo Branco."in" Pelourinhos e Forcas do Distrito de Castelo Branco, V. N. Famalicão, 1935
Observações: Imóvel de Interesse Público desde 11 de Outubro de 1933.


C A S T E L O

Descrição: Da arquitectura militar salienta-se a existência de um castelo do qual, actualmente, só resta uma torre quadrangular. Parte desta foi aproveitada para edificar um campanário, que se pode observar sensivelmente sobre a torre.
A aldeia esteve cercada por uma muralha, da qual em meados do século XX ainda existiam alguns vestígios, mas que posteriormente foram aproveitados para a construção de casas. O Ten. Coronel António Lopes Pires Antunes inclui o Castelo da Bemposta nas Torres de Vigia da Beira Baixa, juntamente com a de Penamacor, Vila Velha de Ródão, Aranhas, Monsanto e Atalaia de Salvaterra do Extremo. Segundo a tradição, este Castelo medieval foi erguido na reconquista neo-goda e serviu como defesa nas lutas entre portugueses e castelhanos. Em 1640, com a Guerra da Restauração, terá sido restaurada a Torre do Castelo bem como a muralha para refúgio da população contra as incursões espanholas. Com o Terramoto de 1755 a muralha sofreu alguns danos, enfraquecendo a sua estrutura e robustez. Hoje em dia apenas encontramos a Torre de Menagem, na qual construíram uma outra torre com o relógio e os sinos, na face Norte. Uma das pedras do campanário tem a data de 1613. Américo Costa, no seu "Dicionário Coro gráfico", fala de uma Torre cercada com o seu reduto e meia muralha, que conservava o nome do Castelo e que estava coberto de telha, onde estavam dois sobrados e cujas paredes ainda mostravam muita fortaleza. Reza a história que do Castelo partia um túnel com duas saídas, uma para o Ribeiro de Medelim, a 2 kms, onde no tempo dos mouros eles iam buscar água e do qual se serviam como refúgio, e a outra para a Igreja Matriz. Este túnel seria guardado por uma cobra cabeluda. Esta guardiã, em forma de cobra, vem do imaginário sobre as mouras encantadas, que por vezes assumiam a forma de uma cobra com os olhos e os cabelos de uma mulher.
Fonte: “A Aldeia da Bemposta” – Ana Maria Correia (Edição C.M. Penamacor-2004)


HABITAÇÃO na Rua do Rossio

Descrição: Na Rua do Rossio, podemos observar uma janela de sacada com decoração de estilo manuelino. Este edifício, em cantaria, possui vãos biselados e duas mísulas a ladear a referida janela. Esta habitação de dois registos apresenta no piso inferior duas portas, uma larga e uma estreita (esta actualmente desactivada). Eventualmente, a porta mais larga terá servido de acesso a um comércio aqui existente e a estreita para habitação.


Clique para mais FotografiasCAPELA Divino Esp.SantoClique para mais Fotografias

Ano: XVI (?)
Descrição: O altar da Capela do Divino Espírito Santo apresenta colunas em talha dourada e renascentista.


CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO

Ano: XVI (?)
Descrição: Já no nosso século a Capela de São Sebastião serviu de escola pública. Actualmente e desde 15 de Agosto de 2009 incorpora o Núcleo Museológico da Aldeia.


Igreja MatrizIGREJA MATRIZ Largo da Igreja

Ano: XVI (?)
Descrição: A Igreja Matriz possui o altar-mor em talha dourada, de estilo renascença.


Antiga CASA da CÂMARA -"Domus Municipalis"

Descrição: Junto do pelourinho encontra-se, hoje recuperada, aquela que foi a Antiga Casa da Câmara que serviu de tribunal e cadeia (ainda existem as grades no piso inferior).



RUA DOS BALCÕES

Descrição: Na Rua dos Balcões, poder-se-á reparar em casas com balcão com guardas em cantaria.

Clique para Fotografias Torre de MenagemClique para Fotografias

Descrição: Parte do Castelo foi aproveitado para edificar um campanário, que se pode observar sensivelmente sobre a torre e ao qual foi instalado um relógio.

Vestígios de Ponte Romana PONTE ROMANA

Descrição: Á entrada da aldeia ainda existem as ruinas de uma ponte romana. Por Bemposta passava uma importante estrada romana Legionária, partia de Mérida (Emérita, Capital Romana), ligava Idanha-a-Velha (Civitas Igaeditanorum) e passava por Medelim, Bemposta, Pedrógão S.Pedro, sulcava por Mata da Rainha, Quintas da Torre (Antiga Torre dos Namorados), Capinha (Talabara), Caria, Belmonte, Valhelhas, Manteigas, Vila de Crasto ou Crasto Verde, Paços da Serra, sendo dela o principal objectivo Viseu (Talabarica). Por tal, construíram a ponte romana entre Bemposta e Pedrógão de S. Pedro. A velha ponte romana, sobre a ribeira das Taliscas, cuja construção se aponta para o ano 105 D.C., dado a uma inscrição na ponte romana de Alcântara (em Espanha).



OUTROS PONTOS DE INTERESSE

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De acordo com a Resolução Nº69/94 do Conselho de Ministros que ratificou o Plano Director Municipal de Penamacor - publicada em Diário da República no dia 18 Agosto de 1994 - Artigo 12º - "estão em vias de serem considerados edificios de interesse público na Freguesia da Bemposta - A "Domus Municipalis" - A Capela do Divino Espírito Santo e o Cruzeiro".


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NOTA :
PARTE SIGNIFICATIVA DOS TEXTOS MENCIONADOS NESTA PÁGINA FORAM RETIRADOS DE:
“A aldeia da Bemposta” de Ana Maria Correia (Edição C.M. Penamacor-2004)
"CARTA DO LAZER" -'Das Aldeias Históricas' ROTEIRO DE IDANHA-A-VELHA E MONSANTO,(s.l.), INATEL,2000,pp.76-77." da autoria da Dra. ANA PENISGA.

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